How not to describe a species: lessons from a tangle of anacondas (Boidae: Eunectes Wagler, 1830)
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Museu Paraense Emílio Goeldi
Título:
Como não descrever uma espécie: lições de um emaranhado de anacondas (Boidae: Eunectes Wagler, 1830)
Descrição
A recent revision of the anacondas (Serpentes: Boidae: Eunectes), with the description of a new species of green anaconda, generated extensive publicity, but also provoked considerable controversy due to inadequacies of the evidence used and errors in nomenclature. We here use the case of this problematic publication to: (i) highlight common issues affecting species delimitations, especially an over-reliance on mitochondrial DNA data, and reiterate best practices; (ii) reanalyse the data available for anacondas to establish the true current state of knowledge and to highlight lines of further research; and (iii) analyse the nomenclatural history and status of the genus. While our analysis reveals significant morphological variation in both green and yellow anacondas, denser sampling and an analysis of informative nuclear markers are required for meaningful species delimitation in Eunectes. Tracing the history of name-bearing types establishes Trinidad as the type locality for Boa murina Linnaeus, 1758 and allows identification of the extant lectotype for the species. Finally, we emphasize the responsibility of both journals and authors to ensure that published taxonomic work meets the burden of evidence required to substantiate new species descriptions and that species are named in compliance with the rules of zoological nomenclature.
Resumo
Uma revisão recente das anacondas (Serpentes: Boidae: Eunectes), com a descrição de uma nova espécie de anaconda-verde, gerou ampla publicidade, mas também provocou considerável controvérsia devido às inadequações das evidências utilizadas e a erros na nomenclatura. Neste trabalho, utilizamos o caso desta publicação problemática para: (i) destacar problemas comuns que afetam a delimitação de espécies, especialmente a dependência excessiva de dados de DNA mitocondrial, e reiterar as melhores práticas; (ii) reanalisar os dados disponíveis para anacondas a fim de estabelecer o verdadeiro estado atual do conhecimento e destacar linhas de pesquisa futuras; e (iii) analisar a história nomenclatural e o status do gênero. Embora nossa análise revele variação morfológica significativa tanto em anacondas-verdes quanto em anacondas-amarelas, uma amostragem densa e uma análise de marcadores nucleares informativos são necessárias para uma delimitação de espécies significativa em Eunectes. O rastreamento da história dos espécimes-tipo que deram nome à espécie estabelece Trinidad como a localidade-tipo de Boa murina Linnaeus, 1758 e permite a identificação do lectótipo existente para a espécie. Por fim, enfatizamos a responsabilidade tanto das revistas científicas quanto dos autores em garantir que os trabalhos taxonômicos publicados atendam aos requisitos de evidência necessários para fundamentar as descrições de novas espécies e que as espécies sejam nomeadas em conformidade com as regras da nomenclatura zoológica.
Citação
WÜSTER, Wolfgang et al. How not to describe a species: lessons from a tangle of anacondas (Boidae: Eunectes Wagler, 1830). Zoological Journal of the Linnean Society, v. 201, n. 4, p. zlae099, 2024.
