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Item type:Item, Ant diversity decreases during the dry season: A meta-analysis of the effects of seasonality on ant richness and abundance.(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2023-10-03) Queiroz, Antonio C. M.; Silva, Rogério R.; Harada, Ana YoshiEstudos nos Trópicos, tradicionalmente, descrevem a variação na diversidade de insetos ao longo do ano. As respostas temporais das assembleias de insetos a sazonalidade climática variam nos ecossistemas devido a gradientes de disponibilidade de recursos e fatores ecológicos limitantes. Essas respostas podem ocorrer por toda a vasta extensão geográfica do território brasileiro, incluindo vários ambientes que abrigam uma das mais diversas faunas de formigas do mundo. Este estudo abordou a relação entre diversidade de formigas e a sazonalidade climática, através de uma revisão quantitativa dos dados publicados sobre diversidade de formigas coletados no Brasil. Investigamos o efeito da sazonalidade na abundância e na riqueza de formigas descrito na literatura e obtivemos 47 trabalhos publicados entre 2000 e 2018. Esses estudos foram desenvolvidos principalmente no bioma Mata Atlântica, coletaram formigas com armadilhas Pitfall e no estrato solo/serrapilheira. Inicialmente, realizamos o procedimento de contagem de votos comparando o número de resultados significativos que descrevem diferenças sazonais na assembleia de formigas. Encontramos a maioria dos artigos descrevendo um padrão semelhante de abundância, riqueza e composição de espécies de formigas entre as estações. No entanto, quando realizamos uma meta-análise, observamos um padrão claro de maior abundância e riqueza de formigas na estação chuvosa/verão em comparação com a estação seca/inverno. Nossa meta-análise revela que a diversidade de formigas diminui na estação seca, especialmente no bioma Cerrado. Adicionalmente, apontamos diferenças no esforço amostral entre biomas, indicando a necessidade de mais estudos focados em padrões de diversidade temporal, incluindo efeitos sazonais, na assembleia de insetos em biomas com menor concentração de estudos.Item type:Item, Yeasts from tropical forests: Biodiversity, ecological interactions, and as sources of bioinnovation.(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2023-11-03) Rosa, Carlos A.; Lachance, Marc‐André; Santa‐Brígida, Rosângela; Martins, Marlúcia BonifácioAs florestas tropicais e biomas relacionados são encontrados na Ásia, Austrália, África, América Central e do Sul, México e em muitas ilhas do Pacífico. Esses biomas abrangem menos de 20% da área terrestre da Terra, podem conter cerca de 50% da biodiversidade do planeta e são regiões ameaçadas e vulneráveis ao desmatamento. As florestas tropicais possuem uma grande diversidade de substratos que podem ser colonizados por leveduras. Esses fungos unicelulares contribuem para a reciclagem da matéria orgânica, podem servir como fonte de alimento para outros organismos ou apresentar interações ecológicas que beneficiam ou prejudicam plantas, animais e outros fungos. Nesta revisão, resumimos os estudos mais importantes sobre a biodiversidade de leveduras realizados nesses biomas, bem como novos dados, e discutimos a ecologia de gêneros de leveduras frequentemente isolados de florestas tropicais e o potencial desses microrganismos como fonte de bioinovação. Demonstramos que os biomas de floresta tropical representam uma enorme fonte de novas espécies de leveduras. Embora muitos estudos, a maioria utilizando métodos dependentes de cultivo, já tenham sido realizados na América Central, América do Sul e Ásia, os biomas de floresta tropical da África e Australásia permanecem uma fonte pouco explorada de novas leveduras. Esperamos que esta revisão incentive novos pesquisadores a estudar leveduras em habitats de floresta tropical ainda não explorados.Item type:Item, Global arthropod beta-diversity is spatially and temporally structured by latitude.(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2025-05-08) Seymour, Mathew; Martins, Marlúcia BonifácioEm geral, espera-se que os gradientes globais de biodiversidade reflitam uma maior substituição de espécies perto do equador. No entanto, a validação empírica desses gradientes depende, em grande parte, de vertebrados, plantas e outros táxons menos diversos. Neste estudo, avaliamos a dinâmica temporal e espacial da biodiversidade global de artrópodes utilizando uma estrutura de beta-diversidade. A amostragem incluiu 129 locais onde armadilhas Malaise foram instaladas para monitorar as mudanças temporais nas comunidades de artrópodes. No total, encontramos mais de 150.000 números de índice de código de barras (BINs) únicos (ou seja, proxies de espécies). Avaliamos as diferenças na diversidade da comunidade entre os locais utilizando a beta-diversidade e os componentes particionados de substituição de espécies e diferença de riqueza. A beta-diversidade total global (dissimilaridade) aumenta com a diminuição da latitude, maior distância espacial e maior distância temporal. Os padrões de substituição de espécies e diferença de riqueza variam entre as regiões biogeográficas. Nossos resultados corroboram expectativas gerais de longa data sobre os padrões globais de biodiversidade. Contudo, também mostramos que os processos subjacentes que impulsionam esses padrões podem estar regionalmente interligados.Item type:Item, Historical records of orchid bees (Apidae: Euglossini) in Belém Endemism Center: species list of 92 years sampling.(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2019-05-31) Brito, T. F.; Santos, A. C. S.; Maués, M. M.; Silveira, O. T.; Oliveira, M. L.A distribuição da maioria das espécies ocorre em regiões delimitadas com características únicas conhecidas como “centros de endemismo”. Na Amazônia Oriental está localizado o Centro de Endemismo Belém (CEB), uma das áreas mais intensivamente desmatadas na Amazônia Brasileira. Aqui, apresentamos informações sobre assembleias de abelhas orquídeas baseadas em registros históricos de coleções entomológicas. Para cada espécie, foram calculadas a frequência de ocorrência e a dominância, classificando-as em 3 estados: espécies comuns, intermediárias ou raras. Foram geradas curvas de riqueza observada e estimada, com base no estimador Jackknife. Encontramos 1.257 espécimes de 56 espécies, constituindo registros de 1917 a 2009, e uma espécie é um novo registro no CEB. Maior número de espécimes e espécies foi concentrado em poucos locais, com intensificação nas coletas a partir dos anos70. Os resultados sugerem alta riqueza de abelhas orquídeas no CEB, embora esse cenário esteja longe do que é esperado para toda a área. A elevada ocorrência de espécies raras pode estar relacionada à baixa representatividade nas coleções e a proximidade entre as áreas favoreceu as amostragens. Mesmo assim, a lista de espécies e o estado de conservação aqui apresentados podem ser informações úteis em estudos interessados em comparar a fauna passada e atual de abelhas das orquídeas e, aliado a dados sobre as respostas das abelhas às mudanças de uso da terra ocorridas no CEB ao longo dos anos, podem servir de base para definição de áreas prioritárias para conservação.Item type:Item, Impacts of Fire in Social Wasps Community in an Area of Regenerating Brazilian Savanna.(Museu Paraense Emílio Goeldi, 2019-12-30) Clemente, Mateus Aparecido; Ceridório, Harquimedes Ferreira; Silveira, Orlando TobiasO fogo é um dos desastres naturais mais comuns e caracteriza-se como um componente importante dos ecossistemas, embora pouco estudado em relação à influência desse evento em comunidades de vespas sociais. Um mês após o término das coletas, a área de Cerrado Brasileiro em Regeneração, objeto deste estudo, sofreu um incêndio em exatamente metade dos pontos amostrados, o que motivou a continuidade das coletas por mais um ano. O objetivo deste estudo foi comparar a fauna de vespas sociais coletada antes e depois do incêndio, indicando um possível impacto em suas populações. No primeiro ano de coleta, antes do incêndio, foram amostradas 21 espécies (sete gêneros), totalizando 297 indivíduos. No segundo ano, após o incêndio, foram coletadas 14 espécies (redução de 33,33% na riqueza) e seis gêneros, com abundância de 153 indivíduos de vespas da família Vespidae (perda de 48,48% dos indivíduos). Na área 1, no primeiro ano, houve uma abundância de 182 indivíduos (61,27%) e 16 espécies (76,19%), enquanto na área 2, foram registrados 115 indivíduos (38,73%) e 19 espécies (90,47%). No segundo ano, na área 1, foram capturados 74 indivíduos (48,36%) e 12 espécies (85,71%), e na área 2, 79 indivíduos (51,64%) distribuídos em nove espécies (64,28%). Contudo, não foram encontrados valores significativos para a abundância e a riqueza entre as áreas e os anos de amostragem. Nove espécies não foram registradas no segundo ano, embora duas delas tenham sido registradas somente após o incêndio.








